Notas para o livro que nunca vou ter tempo de escrever- 1

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Cena-gatilho: sábado de manhã, ensolarado.

Casal vestido com roupa de caminhada (bermuda colante, camiseta de cores claras, ambos de boné, tênis caros), em torno dos 40 anos, socorrem um mendigo que aparentemente está infartando, no chão. Ele segura a cabeça do homem sobre o joelho, ela telefona para o Samu. Outras pessoas passam olhando, no caminho para a ciclovia.

Personagens: o casal

Casados há 15 anos. Ultimamente ambos têm se decepcionado mutuamente, o que os leva, ao mesmo tempo, a pensar em separação. A mulher perdeu o emprego, o que na avaliação dele, aconteceu por incompetência (obs: pensar numa profissão de status, tipo advogada ou engenheira). Nunca saberemos. O homem a surpreende por ter começado a emitir opiniões diferentes do que sempre teve (definir se vai ser mais de direita ou de esquerda – se foi numa passeata de verde e amarelo ou numa #foratemer).

Filhos: não têm. O que os prende um ao outro é a história em comum. Acreditam que devem muito um ao outro. Uma relação de dependência emocional.

Mendigo: vive na rua, viciado em álcool, fim da vida, pequenos crimes. Figura só vai se revelando conforme a história avança.

Começo da história

Numa incrível coincidência, na chegada da ambulância, homem e mulher descobrem a identidade do mendigo e que ele de alguma forma faz parte do seu passado  (vem da cidade de um dos dois, é parente distante? – a decidir). Cada um passa a “ver” o mendigo de uma forma diferente da do outro: como ele chegou ao fundo do poço, viciado, sem memória, abandonado pela família, se teve um começo de vida normal? Enquanto um sente empatia, o outro demonstra aversão (só um vagabundo mau é abandonado pela família x a sociedade oprime, enlouquece o loser).

O episódio com o mendigo se torna um momento-chave na vida do casal. Nunca mais o veem, mas tudo que acontece em seguida tem relação com as atitudes e convicções despertadas naquele episódio. Finalmente o pior de um se revela aos olhos do outro, depois de tantos anos de convivência: o casal se separa, ambos buscam outras pessoas, tentam se reinventar, afastados. Spoiler: a reinvenção é uma ilusão, eles continuam sendo os mesmos e se amando, apesar do desprezo recíproco pelo que se tornaram.

O Mendigo

Sem a menor ideia de que havia se tornado uma questão para o casal que o atendeu quando sofreu a parada cardíaca, o Mendigo volta para a rua. Paralelamente à vida deles, descreve-se seu dia a dia na rua (um capítulo com o homem, um com a mulher, outro com o Mendigo) e, por meio de pequenos diálogos, desvenda-se sua história, que em momentos confirma parte da tese do homem, em outros, da mulher.

 

Cenários/ extras

Rua – dono de bar, aposentada que doa roupas, assistente social

Trabalho – ex-colega do marido

Extras – amigos de internet/ comentários de facebook

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4 comentários sobre “Notas para o livro que nunca vou ter tempo de escrever- 1

  1. a grobo tendo crises no ibope por contas de suas enfadonhas histórias repetias e tantos autores bons pelos blogs.
    uma novela eu não diria, teria que esticar muito, mas uma minissérie…

  2. eita, que ótima historia.
    você não imagina a quantidade de argumentos que eu tenho, assim como esse seu. e não tenho coragem de avançar mais porque não me acho preparada pra isso… fico achando que preciso estudar, aprender mais as tecnicas, ter controle do que estou fazendo… essas bobagens…
    e a alegria e tesão de escrever é enorme, amo muito, é completamente minha forma de expressão…
    mas um dia o livro sai…
    espero.

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